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 Diagnóstico à Heráldica Portuguesa -> Obsolento

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Ana Catarina de Monforte
Condessa de Ourém
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Mensagens : 517
Data de inscrição : 16/02/2011
Localização : Condado de Ourém

MensagemAssunto: Diagnóstico à Heráldica Portuguesa -> Obsolento   Dom Jan 08, 2012 1:12 pm

Diagnóstico à Heráldica Portuguesa



A Heráldica Portuguesa foi criada em 1455 (apesar de a aprovação dos seus estatutos pela Corte Real datarem de 1457). Em quase 5 anos de existência esta foi sem dúvida a instituição que mais deu que falar em todo o Reino de Portugal, por bons e maus motivos.

Este estudo pretende analisar a evolução da heráldica neste tempo e diagnosticar os seus problemas, que ainda hoje se manifestam na sociedade portuguesa.




1. - Fundação à 1ª Revisão dos Estatutos

Nota: Nesta época a minha participação na sociedade era diminuta, daí que tenha que recorrer maioritariamente aos arquivos e esporádicos laivos de memória.

1.1. - Fundação
A criação da Heráldica Portuguesa seguiu-se naturalmente à fundação do Reino de Portugal em Maio de 1455, não há registos precisos de tal acontecimento, apenas se sabe que a eleição da primeira Mestre-de-Armas, a I Marquesa de Valença, ocorreu a 7 de Outubro de 1455.

1.2. - Os Princípios da Heráldica Portuguesa
O primeiro regulamento da Heráldica Portuguesa, os chamados Princípios da Heráldica Portuguesa, foram aprovados em Janeiro de 1456 pela Corte Real (o então governo constituído pela rainha Myrnia). Se analisarmos bem este estatuto chegamos a algumas conclusões que nos irão ser bastante úteis no futuro, pois elas explicam em parte o actual estado da Heráldica Portuguesa.
    1.2.1. - Foi dada uma importância avassaladora a tudo o que esteja relacionado com os títulos nobiliários (indicações, atribuições, revogações).

    1.2.2. - Foi atribuída escassa importância e regulamentação à confecção de armoriais e selos.

    1.2.3. - O estatuto de "família nobre" foi pouco aprofundado e os seus requisitos demasiado generalizados.

    1.2.4. - Os princípios abriram as portas à entrada dos baronetes na Corte dos Nobres, numa época em que a nobreza portuguesa não era extensa.

    1.2.5. - Possibilitou o acesso de Pesquisadores e Artistas ao Conselho Sintra, o órgão regulador da Heráldica Portuguesa.

    1.2.6. - Característica mais importante, e a que diferencia de todas as restantes Heráldicas, foi a criação dum órgão regulador da Heráldica e autónomo do funcionamento dos restantes órgãos, o Conselho de Sintra. A criação deste conselho evidencia bem as tensões políticas e sociais da época, a Coroa e a monarca era contestada por alguns segmentos da sociedade e provavelmente por isso se optou por retirar poder ao monarca nas decisões sobre títulos nobiliários, atribuindo esse enorme poder a Sintra.

1.3. - Após os Princípios

À Iª Marquesa de Valença seguiu-se a Iª Condessa de Monte Real, Dama Milena Ortiz da Silva Sagres, como Mestre-de-Armas da Heráldica Portuguesa. Com essa mudança a Heráldica Portuguesa alterou a sua face perante a população portuguesa. Até então as solicitações demoravam bastante tempo a serem atendidas, os trabalhos desta eram pouco procurados, segundo alguns, por denotarem alguma falta de criatividade.
Com a Dama Milena Ortiz a Heráldica Portuguesa atingiu um pico de pedidos, as novas armas e selos despertavam a curiosidade de todos, incluindo cidadãos estrangeiros, e as matrizes mais tradicionais da Heráldica, até então praticados, foram progressivamente colocados de parte perante tal explosão de novos armoriais da autoria da Condessa de Monte Real, chegando mesmo ao ponto de muitos desses armoriais desrespeitarem as mais básicas regras heráldicas, sacrifício considerado necessário para agradar o povo que recorria à heráldica. Também os tempos de espera foram significativamente diminuídos, os trabalhos eram entregues com um intervalo não superior a dois ou três dias e as decisões do Conselho de Sintra, que a condessa presidia, eram céleres e não costumavam superar os dez dias, assim como todo o tipo de esclarecimentos endereçados à instituição.

1.4. - O Fim da "Era Milena Ortiz"

A devido à estrutura adoptada pela Heráldica Portuguesa foi o surgimento de múltiplos casos relacionados com revogações de títulos, por vezes utilizadas como armas política, ou atribuições consideradas duvidosas, e que por inúmeras vezes geraram a contestação da população e da nobreza ao conselho de Sintra. Foi na sequência de um desses casos, nomeadamente, a atribuição do título de Duquesa (o mais elevado hierarquicamente) à Condessa Milena Ortiz, que despoletou uma onda de contestação e a levaram a resignar do cargo que ocupava há cerca de dois anos, fechando assim um ciclo que marcou a Heráldica Portuguesa.



2. - 1ª Revisão dos Estatutos à Actualidade


2.1. - A Transição e Declínio

Foi à Baronesa Bads Helena de Alenquer que coube a espinhosa tarefa de substituir a Condessa Milena Ortiz no comando da Heráldica Portuguesa. E o primeiro problema que logo se evidenciou foi a falta de artistas para socorrer os pedidos que se aglomeraram aquando da transição na presidência. Apesar de no tempo da Condessa Milena Ortiz haverem mais artistas para além dela mesma a sua maioria estava inactiva. Isto levou a que a Baronesa Bads fosse levada a aceitar todas as candidaturas para artistas que surgiram, baixando significativamente a qualidade e rigor dos trabalhos da Heráldica Portuguesa. Destacam-se novos artistas que introduzam algumas técnicas que podem ser consideraras no mínimo controversas, são elas a animação de armoriais, a introdução de brilhos e sombras nas peças, a adopção de imagens descontextualizadas da heráldica tradicional e o uso excessivo de decorações (que muitas vezes escondiam o essencial do armorial: o escudo de armas).
O mandato da Baronesa de Alenquer foi curto e algo atribulado, para além de ter tido muitos problemas para colmatar a falta que a Condessa Milena Ortiz fazia no corpo de artistas o conselho de Sintra aumentou consideravelmente o seu tempo de resposta e conflitos emergiram tanto a nivel interno (a questão com o artista Dunpeal) e externo (a polémica em torno da revogação do titulo de Conde a Dom Martimen).


2.2. - Acentuação do Declínio e Necessidade de Modernização Estatutária

Após a demissão da Baronesa Bads motivada por razões pessoais seguiu-se a eleição do marquês de Vila Real, Dom Vega de Camões, para a presidência da Heráldica Portuguesa. O novo presidente deu um novo estímulo à revisão dos Princípios da Heráldica Portuguesa, que já se arrastava desde o mandato da Condessa Milena Ortiz. Apesar destes meritórios esforços o mandato do novo presidente precipitou ainda mais o declínio da qualidade dos trabalhos realizados, assim como o aumento dos tempos de espera. Esta última deveu-se em parte à assiduidade muito intermitente do marquês na parte final do seu mandato.
Registou-se ainda neste mandato uma evidente deterioração das relações entre o novo monarca eleito, SMR Mac de Monforte e o conselho de Sintra inicialmente motivada pela falta de resposta desta à sua urgente necessidade de modernização e de seguida pela questão da transmissão de títulos do rei.
Dom Vega de Camões veio a demitir-se algum tempo depois por razões desconhecidas.

2.3. - Os Novos Estatutos


(...)

3. - Reaproximação à Coroa


-----------------
Baronetes!!

Falta de conhecimentos das pessoas

---------------------
Fontes:
ARQUIVO MORTO DA HERÁLDICA PORTUGUESA
ARQUIVO DAS CIÊNCIAS SOCIAIS
VADE MECUM

_________________
Ana Catarina de Monforte


Última edição por Ana Catarina de Monforte em Qua Fev 29, 2012 2:32 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Diagnóstico à Heráldica Portuguesa -> Obsolento   Ter Jan 24, 2012 10:10 pm

Sugestões até ao momento:

Tribunal Heráldico
Nobres têm que ser baptizados
Separar Sintra da Heraldica
Biblioteca actualizada e de fácil acesso

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